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🇧🇷 | Prisões de supostos mandantes não esclarecem quem são os mentores do assassinato da Marielle

A elucidação do crime não avançou durante os nove meses do governo Temer, e nos quatro anos de governo militar com Bolsonaro, devido a interferências e manipulações políticas. A revelação de Ronnie Lessa sobre a identidade de seus supostos mandantes não preenche todas as lacunas deste crime complexo e executado com níveis sofisticados de planejamento, inteligência e articulação política, policial e institucional.

Ainda é preciso apurar as conexões do clã Bolsonaro, que viviam no mesmo condomínio que Ronnie Lessa e cujos filhos das famílias namoravam; e algumas ausências nos inquéritos como:

• O episódio ocorrido da tarde de 14 de março de 2018, em que o porteiro do condomínio foi autorizado telefonicamente por Bolsonaro a permitir a entrada de Élcio Queiroz no condomínio para se encontrar com Ronnie Lessa;

• O papel desempenhado no processo pelos generais Braga Netto, interventor federal no Rio, e Richard Nunes, secretário de Segurança Pública, ambos designados pelo general Villas Bôas, então comandante do Exército, e nomeados por Temer;

• A contradição de Carlos Bolsonaro, que mentiu estar presente em sessão da Câmara de Vereadores naquela mesma tarde de 14 de março, quando na realidade estava no condomínio no mesmo momento em que Ronnie Lessa e Élcio Queiroz se preparavam para a execução do assassinato.

A prisão dos supostos mandantes do assassinato da Marielle avança um passo importante na elucidação do crime, mas ainda é fundamental prosseguir até a apuração completa, para se chegar aos seus mentores, e se esclarecer os motivos e interesses por trás dele.

Fonte: Brasil247 #brasil

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